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O medo de aceitar que somos uma marca



Muitas coisas nos assustam nessa vida: a morte, contas a pagar, violência, falar em público e principalmente aceitar que somos uma marca.


Mas marca não é coisa de empresa ou de gente famosa?


Antigamente sim, mas com o avanço das redes sociais, smartphone, 4g, entre tantos outros fatores e tecnologias, todos passamos a ser uma marca.


Quer fazer um teste? Poste algo ofensivo em seu perfil e veja quantos minutos demora para seu rosto/perfil estar rodando a internet. Todos vão te conhecer.


Da mesma forma, faça um trabalho MUITO bacana ou um texto sensacional e veja o mesmo viralizar em instantes.


Para bem ou para o mal, todos somos uma marca.


E quer saber quais são alguns dos problemas de não entendermos isso?



Vou explicar cada ponto com mais carinho.


Falarmos sobre qualquer coisa de qualquer forma sem nos importarmos com o impacto.


Muita gente ainda não levou a sério o impacto das redes sociais no dia a dia. Ainda acham que seu perfil é privado e podem falar o que quiserem. Mas a cada dia vemos mais e mais pessoas sendo processadas por falarem ou fazerem coisas inapropriadas.


Por mais que seu perfil seja fechado, existe a tecla "print screen" que gravará esse momento para sempre.


Na Europa o Google começou a aceitar pedidos de exclusão de certos resultados. Mas até chegar no Google (se você morar na Europa, claro), sua foto já rodou o Instagram, Linkedin, Twitter, jornais e etc.


Não ter noção que você é uma marca pode custar muito caro para sua carreira e vida. Você está disposto a pagar esse preço para falar o que quiser?


Deixamos pessoas que trabalham a marca estrategicamente ocuparem espaços que poderiam ser nosso.


Todos os dias vejo pessoas frustradas porque alguém tomou seu lugar em algum projeto e ela não merecia essa oportunidade. Poxa, ela só fala, ela não faz nada. Seu trabalho nem é grande coisa.


Sinta-se abraçado. Eu sei o que é essa sensação. Provavelmente todos já sentimos isso em algum momento da vida.


Mas eu entendi que marketing pessoal é muito importante e que não adianta chorar e querer mudar isso. Muitas vezes eu mesmo compro ou contrato algo pelo nome/fama. Você não?!


Ter menos fontes de renda. Você vive exclusivamente do trabalho braçal do dia a dia.


Hoje você vive apenas da sua renda do trabalho atual? E se você pudesse ensinar outras pessoas e ganhar por isso? E se você pudesse viajar ensinando outras pessoas? E se você desse consultoria?


As pessoas compram profissionais e marcas. Talvez você tenha uma super capacidade.

Mas se você entrar numa escola que tem a pessoa X dando aula. Pessoa que já ganhou X prêmios, deu 65 palestras pelo mundo, lançou 2 livros, tem 2000 comentários positivos no Linkedin e em seguida entrar em outra escola que tem você como professor, uma pessoa que trabalhou nos lugares X.. e é isso seu currículo, com quem você gostaria de aprender?


Eu sei que você deve estar com aquele pensamento de "Ahhhh mas o Fulano(a) não é tudo isso, eu sou melhor que ele". Eu sei, eu sei, mas se eu não tenho referências o suficiente de você e tenho da outra pessoa, como você acha que vou escolher no final?


A IBM e outras empresas já estão utilizando inteligência artificial para buscar referências dos candidatos. E isso inclui como eles falam e se posicionam em seus redes sociais.


A velha questão que sempre usamos: se eu fosse no Google e outras redes sociais e buscasse seu nome, o que eu encontraria?



Nada? Nenhum artigo publicado? Nenhuma palestra no Slideshare? Linkedin desatualizado? Instagram fechado? Facebook apenas tirando sarro de tudo?


Como contratante, sinceramente você se contrataria? A outra pessoa que está concorrendo a vaga já fez N artigos sobre a área. E bom, os artigos estão bem escritos e parece que a pessoa entende do que está falando. E agora?


Eu sei que tudo isso é assustador. Trabalhar a marca é se expor. Mas é por isso mesmo que é importante você entender o poder disso e fazer um planejamento da sua marca.


O que você falar? O que vai escrever? Com qual frequência? Quais redes são boas para a sua área? Como você vai deixar seu perfil mais interessante?


Todos os dias temos milhares de pessoas disputando a mesma vaga, a mesma verba, a mesma consultoria, a mesma aula. Como você vai mostrar seu trabalho e ao mesmo tempo se enquadrar no que você acredita? Tudo isso sem ser CHATO e marqueteiro, afinal ninguém gosta de pessoas assim.


Isso é totalmente possível. É só se conhecer e planejar.


Enquanto isso, comece a pensar porque você não gosta da ideia de ser uma marca e quais seus preconceitos com isso. A ideia é desmontar tudo isso.


Um passo de cada vez!


Vamos nessa?


Artigo escrito por: Alexandre Formagio (Postado no LinkedIn)

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